Servidoras e Servidores
da Ciência e Tecnologia

Ciência, Tecnologia e Inovação

Como política
de Estado.

Informação, participação e acompanhamento dos compromissos com a Carreira de Ciência e Tecnologia, o fortalecimento das instituições científicas e a soberania nacional.

O Comitê

Desde 2022, em defesa da C&T pública.

O Comitê Popular de Luta das Servidoras e Servidores da Ciência e Tecnologia foi criado em 2022 como um espaço suprapartidário de articulação de quem faz a ciência pública brasileira.

Lutamos por uma Ciência e Tecnologia comprometida com a Democracia, o Meio Ambiente e a Inclusão Social, e com a valorização das carreiras e das instituições que sustentam a produção de conhecimento no país.

  • Democracia
  • Meio Ambiente
  • Inclusão Social

Carreira

Valorização da Carreira de Ciência e Tecnologia e de seus profissionais.

Instituições

Fortalecimento e proteção das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação.

Políticas públicas

Debate e acompanhamento de políticas de Estado para CT&I.

Carta aos Candidatos

Carta de Compromisso Político com a Ciência, Tecnologia e Inovação como Política de Estado

Compromisso público de candidatos(as) aos Poderes Executivo e Legislativo com a Carreira de Ciência & Tecnologia, o fortalecimento institucional e a soberania nacional.

Preâmbulo

O desenvolvimento socioeconômico, a soberania nacional e a capacidade de resposta do Estado brasileiro aos desafios contemporâneos — incluindo transição energética, saúde pública, segurança alimentar e nutricional, defesa, inteligência artificial e emergências climáticas — dependem diretamente da robustez do seu Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI). A Constituição Federal de 1988, em seus arts. 218 e 219, consagra a pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico como prioridades estratégicas, determinando a formação e o aperfeiçoamento contínuo dos recursos humanos dedicados à produção do conhecimento.

A capacidade estatal em Ciência e Tecnologia (C&T) não se constrói de maneira conjuntural, mas por meio de políticas públicas de Estado, estruturadas sobre carreiras públicas qualificadas, instituições dotadas de estabilidade operacional e governança técnica orientada ao interesse coletivo. Este documento não expressa demandas meramente corporativas, mas estabelece balizas republicanas para a gestão de pessoal, governança institucional e fomento científico. Ao subscrever este termo, o(a) candidato(a) assume publicamente perante a sociedade civil, a comunidade científica e seus eleitores o dever de defender e executar as diretrizes a seguir durante todo o exercício do mandato eletivo.

“A ciência, a tecnologia e a inovação são alicerces irrevogáveis da soberania nacional, do bem-estar social e da capacidade de autodeterminação do Estado brasileiro.”
Baixar a Carta (PDF)

Compromissos

Seis eixos, dezenove compromissos.

Clique em cada eixo para ler o texto integral. “O(A) signatário(a) compromete-se a:”

01Carreira de C&TValorização e defesa da identidade da carreira

A Carreira de C&T, estruturada originariamente pela Lei nº 8.691/1993, é um instrumento estratégico de Estado destinado a atrair, fixar e qualificar pesquisadores, tecnologistas e analistas em gestão, planejamento e infraestrutura em ciência e tecnologia. A manutenção de sua identidade funcional e finalística é imperativo para a consolidação da capacidade técnica estatal.

  1. Reconhecer a Carreira de C&T como núcleo estratégico do serviço público federal, essencial à formulação, execução e avaliação de políticas científicas de longo prazo.
  2. Preservar a identidade e a finalidade estrita do Plano de Carreiras de Ciência e Tecnologia (PCC&T), assegurando que o provimento de cargos ocorra exclusivamente em órgãos e entidades que possuam a produção científica, tecnológica e de inovação como atividade-fim ou que sejam órgãos de formulação de políticas e fomento à C&T.
  3. Rejeitar propostas de ampliação indiscriminada e desvirtuamento do Plano das Carreiras de Ciência e Tecnologia (PCC&T) para órgãos sem vocação de pesquisa, resguardando a higidez orçamentária, a isonomia e a densidade técnica requerida pelas atribuições da carreira.
  4. Fomentar a realização regular e periódica de concursos públicos de provas e títulos para recomposição dos quadros de pesquisadores, tecnologistas, analistas, técnicos e assistentes, coibindo a descontinuidade geracional de competências críticas na administração central e nas unidades de pesquisa.
  5. Defender remunerações justas, compatíveis com o grau de especialização exigido pela atividade científica de alta complexidade, associadas a planos de capacitação e desenvolvimento funcional contínuo.
02GovernançaRegulamentação clara e segurança jurídica

A integridade da administração pública impõe a observância estrita dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, eficiência e isonomia (art. 37, caput, da CF/88). A ausência de processos normativos estruturados enseja instabilidade regulatória e desvirtuamento funcional na gestão do pessoal científico.

  1. Apoiar o estabelecimento de critérios normativos transparentes, objetivos e universais para a alocação e enquadramento de cargos e funções no âmbito do PCC&T, vedando decisões de cunho casuístico ou puramente político.
  2. Apoiar um processo formal de qualificação técnica dos órgãos que já fazem parte da carreira e das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) aptas a integrar estruturas de pessoal do PCC&T, garantindo correspondência direta entre missão institucional e quadro de cargos.
  3. Apoiar a reativação e o fortalecimento do Conselho do Plano de Carreiras de Ciência e Tecnologia (CPC), consolidando-o como fórum permanente e paritário de governança participativa, formulação de diretrizes e mediação técnica.
  4. Assegurar a segurança jurídica e a coerência institucional na aplicação das tabelas remuneratórias, gratificações de qualificação e critérios de progressão e promoção por mérito técnico-acadêmico.
03Escola de GovernoFormação contínua dos servidores

A complexidade dos desafios contemporâneos exige um corpo técnico estatal apto a articular conhecimentos avançados, governança pública e instrumentos de inovação. A formação continuada é direito do servidor e dever do Estado, conforme preconiza o art. 39, § 2º, da Constituição Federal.

  1. Apoiar a implementação da Escola de Governo com programas voltados especificamente para a formação contínua dos servidores públicos federais e estaduais atuantes na formulação e gestão de políticas científicas e tecnológicas.
04ICTsFortalecimento e proteção das instituições

As ICTs, nos termos da Lei nº 10.973/2004 (Marco Legal de CT&I), constituem a infraestrutura estruturante da produção de ciência, tecnologia e inovação no Brasil. A manutenção de sua capacidade instalada e a estabilidade orçamentária de seus projetos são pré-requisitos para a soberania científica e tecnológica do país.

  1. Garantir a autonomia técnico-científica, administrativa e orçamentária das ICTs públicas, respeitando suas instâncias colegiadas de deliberação.
  2. Blindar os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), assegurando o cumprimento estrito da Lei Complementar nº 177/2021, que veda expressamente o contingenciamento de suas fontes.
  3. Assegurar financiamento estável, continuado e previsível para o custeio, manutenção e atualização das Unidades de pesquisa do MCTI.
  4. Apoiar a tramitação e a aprovação do Projeto de Lei nº 1.386, de 2026, em tramitação na Câmara dos Deputados, que trata do aprimoramento da definição e a atuação das ICTs nas atividades de ciência, tecnologia e inovação.
  5. Definir marcos regulatórios claros para transferências de tecnologia, parcerias público-privadas e ambientes promotores de inovação, resguardando o patrimônio público e o interesse social.
05SNCTIExpansão e governança do sistema

A ciência não pode operar isolada dos projetos de desenvolvimento econômico, sustentabilidade socioambiental e redução das desigualdades regionais. O SNCTI exige visão sistêmica de longo prazo e coordenação interinstitucional eficaz.

  1. Defender o aumento progressivo e sustentável dos investimentos públicos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), almejando patamares compatíveis com economias desenvolvidas.
  2. Fomentar a integração orgânica entre pesquisa básica de excelência, pesquisa aplicada, desenvolvimento experimental e inovação tecnológica orientada a missões estratégicas nacionais.
  3. Articular as políticas de CT&I com as diretrizes de reindustrialização sustentável, saúde coletiva, conservação ambiental, transição energética e modernização educacional.
  4. Fortalecer a governança participativa do setor, garantindo representação ativa, qualificada e paritária das entidades científicas, representações sindicais dos servidores, setor empresarial e sociedade civil nos órgãos colegiados de formulação de políticas.
06MonitoramentoImplementação, transparência e acompanhamento

O presente compromisso vincula o(a) signatário(a) perante a opinião pública e a comunidade científica. A execução dos compromissos aqui assumidos será objeto de acompanhamento periódico por meio de relatórios de atuação legislativa e executiva, audiências públicas e interlocução técnica regular com as entidades representativas do setor científico e tecnológico.

Assinaturas

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Confira os(as) candidatos(as) que assumiram publicamente a Carta de Compromisso.

Lista de signatários da Carta
NomeCargoPartidoUF

É candidato ou candidata?

Baixe a Carta, preencha o Termo de Adesão e Assinatura e envie ao Comitê pelo e-mail comitecienciaetecnologia@gmail.com para entrar na lista.

Ciência é política de Estado.

Participe do debate sobre carreira, instituições e políticas públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação.